2010/01/07


Avatar - Qual é a desse filme?

Começo dizendo o de costume: esqueça tudo o que você leu sobre o Avatar em anúncios e na imprensa superficialista. Não tem nada de militar deprimito é transportado para um mundo fantástico. Eu fui ver achando que era tipo uma versão roliudiana de Matadouro 5! Nadaver.

Eis a história: uma empresa mineiradora interestelar (RDA corporation) está explorando a lua Pandora, habitada pelos Na'vi que são gigantes antropomórficos azuizinhos. Eles entraram em confronto, como é de se esperar, e um grande número de ex-militares mercenários são recrutados para "lidar com o problema". Entre eles, o protagonista Jake Sully.



Os tais avatares são três corpos de Na'vi criados pelos humanos por engenharia genética , e aos quais humanos podem "se conectar". Não tem nada de onírico ou de "transformação", é algo bem simples. O operador deita num esquife de luxo, e "jack in" e pronto, começa a controlar o corpo e sentir as sensações do avatar. Cada avatar é feito sob encomenda para humanos específicos, e Jake foi chamado para substituir seu irmão gêmeo.

O detalhe é que Jake tornou-se um cadeirante durante sua carreira nas forças armadas. Ser milico o distingue ainda dos outros integrantes da equipe que cuida dos avatares, que são cientistas que estão estudando o planeta e os Na'vi, e vivem brigando com os milicos. A chefa dessa equipe de cientistas é a Dra. Grace, personagem da Sigourney Weaver.

Fui assistir o filme com poucas esperanças quanto à história, curioso apenas para ver as animações, ou efeitos especiais se você preferir. Mas fui positivamente contrariado nesses dois pontos.

Quanto à história, é melhor do que eu esperava (reforço que minha espectativas eram bem baixas). Merece crédito em primeiro lugar por se tratar de roteiro original, ao contrário do LOTR, Duna, Harry Potter, e quiçá Star Wars, concebido desde o início como uma super-saga, e se não me engano em formato meio narrativo antes de virar um roteiro de verdade.

O filme explora a questão da colonização e exploração insustentável de forma mais intensa e direta do que diversos outros filmes, tal como Duna ou mesmo o LOTR (Saruman é claramente um gigante industrial destruindo a natureza para criar seu império, que tem seu fim levado pelos Ents, que em momento inesquecível do filme libertam um rio represado). Avatar é candidato a tornar-se o filme de FC/fantasia definitivo sobre colonialismo e sustentabilidade, por excelência. James Cameron libertou seu Miyazaki interior quando fez esse filme.

Do lado épico, o roteiro é sólido o bastante. O protagonista é suficientemente complexo. Não digo que é uma maravilha, mas foge dos erros muito frequentes em outras produções atuais. O filme em geral me deixou satisfeito nesse sentido: evitar o tipo de imaturidade que tem me irritado muito, como aquelas cenas em que personagens deixam de fazer coisas que deviam sem absolutamente nenhum motivo a não ser dar raiva no espectador. Podia ser bem melhor, mas não me irritou.

Só tem uma coisa sobre o filme que me irritou bastante. Acho que em toda a produção rolou uma grande preocupação em deixar tudo "PG-13", ou seja, evitar violência e erotismo muito extremados. Diz até que tem uma cena de sexo Na'vi digital que cortaram do cinema, mas vai tar nos DVDs, o que comprova que a produção foi nessa direção, mas teve que ser contida...

O que me irritou mais especificamente foi que apesar das fêmas Na'vi andarem com muito pouca roupa, geralmente apenas um colarzinho de penas ou algum outro tipo de vestimenta hipócrita cobrindo os mamilos, essas roupitchas ficam todas coladas ao corpo, não importa que movimento elas façam!! Achei forçado, me deu muita raiva. Se não podia deixar as índias gatas azuladas despojadas naturalistas e hippongas como deveria ser, que colocassem bikininhos nelas, mas cabelo e colarzinho de penas que não se afastam dos seios quando elas se reclinam ou dão saltos ornamentais, isso não deu pra engolir. Espero que os James Cameron se redima nos filmes vindouros (sim, porque é quase certeza que vão haver duas continuações). WE WANT ALIEN TITTIES!

A Sigourney Weaver tb podia aparecer saindos dos esquifer avatarianos usando aquela mesma roupa com que ela aparece no final do Alien. Ficou até meio bizarro ela deitar no negócio usando calça, e uma camisa por cima de uma camiseta!

Quanto à questão da tecnologia desbravada no filme: Não é nada demaaais assim. O filme foi todo feito na base do motion capture, o que não é novidade. Mas é bem caprichado, dá pra notar que a tecnologia está avançando bem. O que o JC fez de mais pioneiro foi utilizar lá uma câmera que ele mesmo inventou, e também trabalhar assistindo cenas renderizadas on-line, enquantos os atores estavam lá trabalhando. Isso deve ser bem diferente de sair "filmando" com todo mundo usando macacão verde e só depois ver o resultado. Eles também utilizaram uma parada nova pra capturar expressões faciais dos atores, e dá pra reparar no filme a boa qualidade das expressões dos Na'vi... Os atores todos dos filme me pareceram bastante competentes.

Devo dizer ainda que foi o primeiro filme 3D que fui na vida. Não achei graaandes coisas, e ainda fiquei meio confuso em algumas cenas. Estou com medo de que os diretores tão se preocupando demais em fazer cenas que são engraçadas no 3D... Vamos ver pra onde essa carroça anda.

Alguns outros pontos específicos da história me incomodaram também, mas nada demais. Enfim, assistam aê. Vale bem mais a pena do que, sei lá, Matrix...

SPOILER - SPOILER - SPOILER
Não leia! conteúdo revelador!!

O que me deu raiva foi... O tanto de gente legal que morre! A Sigourney Weaver eu achei paia demais morrer, espero que ela volte como tipo uma entidade "virtual" assim num dos próximos filmes. A personagem da Ana Lucia, ops, digo, Michelle Rodriguez, também!... Nadaver. Isso é pra deixar o filme "mais adulto"?

Fiquei um pouco incomodado ainda com a facilidade do cara domar o Toru lá, e nele só virar Na'vi no final do filme. Acho que teria sido mais doido se ele tivesse virado já naquela hora que a Sigourney morre. Se ele tivesse lutado aquela batalha já transformado. Mas foi do jeito que foi...

Uma última coisa que me incomodou muito foi que mesmo depois do cara aprender a pilotar lá o pterodáctilo dele, ele continua sendo um americanão boçal. Ao invés de realmente entrar em união com o bicho lá, e pilotar pra valer, ele fica falando "voe pra direita! agora ande reto, voe direito!..." Nada a ver, era pra ee ter uma revelação zen-nirvana assim, mas ele continuou se comportando exatamente como um moleque americano pilotando um carrinho de controle remoto!!... É o sonho americano, poder dizer que passou por uma experiência oriental transcedental, mas continuar sendo um "mustang".

Mas imagino que muitos desses problemas sejam porque o filme é meio extenso, não tinha muito como "trabalhar" o negócio. Eu absolvo.

3 comments:

オテモヤン said...

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Ciência Brasil said...

Olá
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qual o seu nome?

abraços
Marcelo

Anonymous said...

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