Estava aqui agora sendo obrigado a assistir uns clipes do Michael Jackson, e comecei a reparar numas coisas que nunca tinha antes...
Todo mundo há de concordar comigo que o efeito de morphing ganhou notoriedade por causa daquele clipe do Michael Jackson, Black or White (1991). Eu mesmo fiquei muito empolgado com aquilo, poucos meses depois comprei um livro sobre computação gráfica e processamento de imagens, e alguns anos depois vim a estudar assuntos similares na faculdade...
O que eu reparei é que já no clip de Billie Jean (1983), tem um lance dum gato que entra atrás duma lata de lixo, e vira outra coisa!
Em 1995 o Michael fez um clipe lá com a Janet, chamado Scream, que também tem um morphing com a cara dele.
Estes dois vídeos, claro, vieram depois do furor midiático sobre ele ter mudado de cor e de formato. Em 1993 ele falou sobre o assunto na Oprah, o que marca bem a intensidade que o assunto tinha por essa época.
Claro que não'e novidade pra ninguém que o morphing da cara dele pode ser visto como tendo relação come sse problema, mas eu nunca tinha compreendido a fundo que essas acusações dele ter feito x plásticas e mudado de cor, é basicamente uma acusação dele ter feito um morphing na vida real!...
Tipo, nos vídeos o que aparece é um morphing acelerado. O que é engraçado ver é que quando ele faz no vídeo, todo mundo acha engraçado, acha uma coisa "do futuro", acha muito doido, vira fã. Mas se o cara faz um morphing mais lento, fora da telinha, aí ele é crucificado e jogado na fogueira!...
O Michael está é expondo essa hipocrisia da sociedade. "Porque pode fazer morph no video-clipe, e não pode na vida real"??... É tipo isso.
O melhor de tudo é que também não é novidade pra ninguém a importância da metamorfose na psique humana. E também o fato que de nós mesmos passamos por modificações físicas lentas em nossas vidas, em especial passando de criança a adolescente, adulto, velho e múmia. Aí eu pergunto, será que é o Michael tem mesmo problemas, e as modificações dele são uma coisa patológica e condenável, ou somos nós que temos dificuldade de lidar com morphing em geral, e o condenamos por nos obrigar a se lembrar desse fenômeno?...
Talvez assistir mais uns um milhão de vezes aos clipes dele nos ajude a desencanar das metamorfoses nossas e dos outros. E assim nos prepararemos melhor para aquele fatídico dia Kafkiano, em que despertaremos trazendo entidades morféticas ocultas para o mundo da vigília.
2008/04/05
A metamorfose de Michael Jackson
2008/04/01
Horário de inverno?
Aí, pessoal... Lembrando a todos administradores de sistema aí pra arrumar a hora dos relógios!... (A propósito, eu estou desapontado que o meu Debian não se arrumou sozinho a tempo).
Segundo o acordo Ripemir Riobalde assinado às pressas na semana passada, sobre o qual só fiquei sabendo outro dia no Off The Hook, pra normatizar a questão dos leap seconds todos relógios de computadores no padrão POSIX devem ser ajustados no Brasil nas regiões abaixo da latitude 41. Exatamente às 23:45 do dia 31/03 o relógio atômico de cério 140 do Observatório Nacional vai ser adiantado em 127 minutos, ficando portanto nas 1:04 de 1/04/2008.
(Curiosidade técnica: 127 pode parecer estranho, mas é simplesmente 2^7-1. Isto é, aliás, uma equação pra lá de interessante, dado que a fórmula possui os mesmos dígitos do resultado! E em binário é 1111111.)
Para ajustar sua máquina automaticamente, execute este comando no bash, que aprendi no Bash cures cancer. É a melhor forma, porque que simula a recepção de um pacote ntp, o que é muito mais preciso do que apenas usar o date!...
for i in {50,52,49,4d,45,49,52,4f,20,44,45,20,41,42,52,49,4c,21,21,20,3a,29,0a};
do printf "\x$i"; done; date -uRd"20080401 0104"; echo;
2008/03/31
Bandas imaginárias
Uma das minhas gedanken-bandas é composta por mim no baixo, o Nix cantando, e mais uma mulher na percussão ( = bateria sem bumbo). Chama-se "Os Desatualizados", e só toca músicas de antes de 1977. O primeiro hit é "She's a Woman".
2008/03/30
Iluminação McLuhaniana
Uma leitura interessante sobre o filme O Iluminado é que ele fala um pouco sobre comunicação em massa e meios de comunicação eletrônicos, e a sociedade... Coisas do Marshall McLuhan. Algo que corrobora bem a idéia de que Kubrick teria sido influenciado por McLuhan, é que o Kubrick convidou ele pra assistir o 2001 (lançado em 1968) numa sessão especial. A filha do McLuhan ficou super empolgada, e arrastou ele pra ver. Mas dizem que ele dormiu na sessão...
O que sempre me intrigou é que o Kubrick tenha insistido em mostrar 2001 pro McLuhan, mas não o Iluminado, que teria muito mais a ver com o velho. Só hoje vi as datas lá na Wikipédia. McLuhan morreu em dezembro de 1980, e o Iluminado foi lançado em maio do mesmo ano. Mas em 1979 ele teve um derrame, e estava meio fora de forma pra fazer qualquer coisa.
O Annie Hall do Woody Allen, em que ele aparece, foi feito pouco antes, em 1977.
2008/03/28
Canibalismo midiático pt. II
Enquanto isso, no Japão, alguém sempre consegue ter uma idéia absolutamente maluca, que desafia nosso entendimento.
Canibalismo midiático
É impressionante como nada se cria tudo se copia né!... Olha aí essa campanha das mulheres seminuas comendo membros em manifestações públicas... De onde tiraram isso? Claro que foi do Guerra Civil Canibal do RDP!...

Queria saber se depois das 22 elas apareciam comendo certos membros que não rolaram de dia.
2008/03/26
Alma funk
Dois concorrentes do American Idol já andaram falando que iam pegar músicas dos Beatles e botar mais "soul" ou mais "funk": mais especificamente She's a Woman e Day Tripper...
Tipo, ou eu ou eles não temos a menor idéia do que significa uma música ser "funky" ou ter "soul", pra eles acharem que elas já não tinham o suficiente!...
2008/03/25
O crime do software proprietário pt. II
Após comentário de nosso leitor mais conhecido e polêmico, criei uma resposta tão grande, ilegível intrincada que merece subir a categoria de post completo, então lá vai... (Vejam a mensagem original na página do primeiro post.)
***
Olá!... Obrigado pela participação. E desculpe a extensa resposta que se segue, mas foi você que abriu a comporta da represa! :)
A velha discussão só terá fim quando a sociedade estiver tão transformada que não seremos capazes de identificar no futuro algo parecido com isso que chamamos de mercado de software.
Meu texto não foi simplesmente uma analogia entre a indústria de software proprietário e o criminoso. Eu estou é efetivamente afirmando que a citada indústria é anti-ética!
Quanto a um possível desespero, porque haveria de existir? O software livre cresceu a partir do nada, e não precisa garantir algo como algum tipo de fatia do mercado pra sobreviver. Não é tipo uma Intel da vida que precisa se descabelar pra emplacar uma basófia nova, digo, produto novo... Pelo contrário, no mundo do software livre é tudo mais calmo, nada é pra ontem. Eu não tenho desespero, mas apenas a urgência daqueles que viram o futuro e não se contentam em estar aprisionados no passado.
***
Quanto à sua secretária ser capaz de se imbuir deste meu espírito, aí sim entra a analogia. A analogia que eu fiz foi com a indústria da construção civil. Você não concorda que o Sérgio Naya é um criminoso anti-ético? Todo mundo concorda! E os multibilionários da indústria do sofretware o são de forma análoga.
Nossas secretárias não se importam com o código fonte dos S.O. delas exatamente da mesma forma com que elas não se importam com a procedência da areia do concreto das colunas de sustentação dos prédios delas. Mas tenho certeza que se você explicar o problema, nos dois casos, elas vão concordar que a questão é mesmo preocupante.
Quanto aos programas serem práticos e terem bom suporte, me desculpe, mas ouço falar nisso desde sempre e ainda estou pra ver um consumidor satisfeito com o suporte de algum produto. Achar prático eu já vi muitos... Eu mesmo estou 90% do tempo muitíssimo satisfeito com meu vtwm+emacs+mozilla 3.0.
Clipinho animado não ajuda ninguém, vai. O que realmente faz a diferença na vida das pessoas é a experiência delas, e se os amigos e pessoas de seu relacionamento usam programas similares, pra quebrar galho e pra que seja fácil a troca de dados. Isso é que importa: é se seu irmão, cunhado e netos tão usando a mesma coisa. Por isso que a revolução do software livre é uma coisa de baixo pra cima. É luta de guerrilha!
E mais, porque as pessoas insistem que existe alguma correlação entre um programa ser proprietário e ele ser amigável?... Isso que as pessoas enxergam como outros programas não serem amigáveis é na verdade uma ilusão, causada por elas não se acostumarem facilmente com alternativas. É preguiça de mudar (por mais que justificável). Isso não aparece no dia-a-dia do software proprietário porque esse mundo é cheio de monopólios, e é raro existir mais de um programa pruma mesma tarefa.
E o que tem de pouco amigável no Firefox, ou no Oppenoffice?...
Outra questão importante: As pessoas só falam que gostariam que houvesse um bom suporte, ou que os programas deveriam ser mais amiguinhos, quando tem algum problema em sua atividade. Pela minha experiência, pra 90% do tempo e 95% das pessoas esses problemas nada tem a ver com opções desconhecidas e mal-localizadas em alguma combo box obscura na terceira orelha do sub-menu avançado do editor de registro. O que acontece mesmo é ou alguma coisa tola como uma tomada desligada, ou um desconhecimento de algum conceito fundamental, como o que é um arquivo, um e-mail, ou um ícone ou janela. Quando as pessoas aprendem a trabalhar de verdade, os problemas desaparecem, e o suporte fica inútil.
A questão do aprendizado vale pra todos programas de todas plataformas. Chega uma hora que não adianta ser amigo. Por mais que alguém se coloque amigavelmente à disposição no meio do caminho tentando entender o que a pessoa quer, não funciona. Isso nada tem a ver com programas proprietários ou livres... E as empresas de software ganham dinheiro alimentando a ilusão de que se vc pagar aquels preços exorbitantes ali, você não vai precisar aprender nada pra usar o programa. Estão cobrando para que você possa sentir que pode continuar sendo ignorante, e você acaba no final sem conseguir trabalhar, insatisfeito porque teve que aprender algo no final das contas...
Vamos aproveitar pra mencionar uma questão interessante aqui: Existem inúmeros de usuários de Photoshop, Winrrous e outros programas proprietários que os utilizam sem pagar, se aproveitando de toda a amigabilidade, mas sem acesso ao suporte. Elas cometem algo que a sociedade considera uma contravenção... A discussão da moralidade da pirataria anda de mãos dadas com a discussão da moralidade da própria produção dos softwares pirateáveis (definido como aquele que não é livre. Por mais que as emprsas tentem montar sistemas de verificação e de segurança, software livre é o único que realmente não dá pra piratear, né! :) )
E vamos lembrar também que tem muito programa livre em que você pode contratar um suporte. Você acha que se eu contar essa ótima idéia pro pessoal da Adobe, eles vão falar puxa, ótima idéia! e abrir o código do photoshop? Ou antes de fazer isso eles ainda se dariam ao trabalho de bagunçar a interface pra tornar ela menos amigável, arruinando o valor do software?...
***
Olha só uma boa: se todo valor exorbitante desses softwares livres depende do suporte e da interface amigável, porque a Adobe não abre o código só das bibliotecas mais básicas de processamento gráfico do Photoshop? Você talvez me diga que é a pesquisa... E se eu te disse que a maior parte da pesquisa básica em processamento de imagens ocorre em universidades, e que ainda por cima a Adobe reutiliza suas próprias bibliotecas já a anos?... Quantos anos precisam se passar pra versão 1.0 do Photoshop poder se tornar livre? Se ele snão podem liberar pra não perder clientes, não quer dizer que essas versõse novas nada tem de novo realmente?
E o que dizer dos fabricantes de periféricos que só fazem drivers pra plataformas específicas, e nem se quer se dignificam a publicar especificações para que se façam os drivers, e ainda acham ruim se você fizer engenharia reversa? O que isso tem a ver com suporte e amigabilidade?
Pra finalizar, a respeito do post sobre o Photoshop no wine... Não sei se escrevi mal o texto, mas eu tentei o máximo possível dar um tom oposto a o que você diz. Eu digo bem claramente no final que não é essa notícia que queria ouvir, que o que eu mais quero é parar de ver gente comemorando essa luta interminável em decifrar os softwares proprietários...
Eu nem queria que o GIMP se tornasse o novo Photoshop e a Adobe falisse não. Eu ficaria muitíssimo feliz se a Adobe lançasse uma versão do Photoshop pra Linux, por mais que cheio das restrições, custando o dobro do preço, sem suporte e sei lá mais o que.
Só deu ter certeza que novas versões do Photoshop continuarão funcionando facilmente dentro do wine, eu já ficava um pouco feliz (lá no post eu especulo que a próxima versão vai provavelmente ter uma mudança de funcionamento pretensamente inocente que vai impedir a emulação adequada.)
Existe muita sacanagem no mundo do software proprietário. Os segredos deles andam de mãos dadas com decisões imperialistas, monopolsitas, gananciosas e inescrupulosas. Eu luto por uma sociedade aberta, e as mesmas posturas morais que eu combato no mundo dos computadores eu também combato na engenharia civil, na banca de jornal e no cafezinho ali da esquina.
Aliás, esses caras só emplacam essas sacanagens justamente porque as pessoas não entendem do riscado... Não precisa ser cientista nem mágico pra entender porque essas coisas são erradas: o proprietarismo é errado em qualquer escolaridade. Assim que a gente conseguir explicar pra sua secretrária que a janelinha que abre e fecha ali não é mágica, o bicho vai pegar...
O preço do Photoshop vale a pena porque é um bom produto, ou é porque os funcionários não sabem trabalhar com nenhum outro programa, e se você tentar mudar vai ter dezenas de probleminhas de compatibilidade?...
So pra finalizar mesmo agora: Não fiquem com a impressão que eu quero ver o código fonte do Wymblious. Tenho confiança de que deve ser uma porcaria, um pedaço de lixo ominoso e inútil que deve permanecer nas trevas. Seguindo analogia com construção civil, é um prédio que acho que deve ser demolido mesmo sem ver o projeto. Já o código do Photoshop eu tenho alguma curiosidade, mas duvido que tenha muitas coisas muito interessantes lá dentro.
2008/03/24
O crime do software proprietário
Todo mundo já ouviu falar do famoso desabamento do prédio Palace II
. Alguns dos motivos do desabamento foram uso de material ruim na construção, como areia da praia (não exatamente pura), e falhas de projeto mesmo.
Agora me diga, o que você acharia de uma construtora que dissesse: Vem morar aqui! Me dá R$X, e pode entrar. Mas você nunca poderá nem pensar em me perguntar a proveniencia da areia utilizada na mistura do concreto, nem medir a área das vigas da garagem, do lado de onde você estaciona seu carro.
Por um lado, do ponto de vista puramente Hamurabiano, está tudo bem desde que você possa matar o filho do Sérgio Naya caso prédio desabe com a sua prole dentro. Mas é isso memso que a gente quer? Toda essa obscuridade?
Você não acharia interessante dar uma olhada nos cálculos do seu prédio, se quisesse? Não acharia bom que esses dados fossem públicos, nem que fosse pra não ter trabalho se um dia tivesse alguma suspeita e decidisse levar os dados pra algum engenheiro de confiança da rum parecer?
Você não acha bom nem mesmo ter a liberdade de poder dar um chutinho na parede de vez em quando pra ver se ela agüenta, ou ver a cor dos tijolos quando acontece às vezes de cair um pedaço do reboco?
Poisé, no software proprietário o que acontece é que essas liberdade são removidas. Você não só não tem acesso ao processo de cosntrução do seu produto, como freqüentemente ainda é vetado de tentar descobrir qualquer coisa sobre ele. Tudo bem que raramente um software envolve risco grave a você ou à sua família, mas a questão é a moral disso tudo, a postura, o profissionalismo.
Porque tem que entrar a vida ou saúde física de alguém em jogo pra gente começar a ser mais sério, e achar ruim o tipo de aproveitamento que os engenheiros e programadores dessas empresonas multibilionárias fazem com a gente?
Temos que cobra ruma sociedade aberta por princípio. Não devemos nem esperar o prédio cair pra furar o olho do Sérgio Naya, nem cobrar informações detalhadas de seus produtos só se você puder eventualemtne morrer devido a mal-funcionamento. Existe muito mais na vida do que apenas estar vivo. O segredo do proprietarismo de software pode não te mantar, mas faz da vida um inferninho que poderia ser evitado se fosse tudo livre.
***
O recém-falecido Arthur Clarke tinha um frase assim:
Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic.
Ou,
Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de mágica.
A prática diária da engenharia não deixa de ser uma mágica. Fazer surgir prodígios de elementos aparentemente inocentes, surgir a dinâmica a partir da inércia, ou vice-versa... E envolve estudos em alfarrábios arcanos, e o conehcimento e aplicação destemida de movimentos e palavras mágicas aparentemente sem-sentido.
O que o mundo proprietário faz é explorar isso o máximo possível. O consumidor vê apenas uma mágica se desenrolando sob seus olhos, enfeitada ainda por cima com camadas e camadas de marketting e técnicas de relacionaento pessoal, retórica pura. É mais do que mágica: tudo se torna ainda um espetáculo, onde a própria mágica começa até a passar pro segundo plano.
Numa sociedade livre, aberta, os mágicos de plantão aqui trabalham do mesmo jeito, mas não são obrigados a cochicar seus segredinhos encantados. E não ficam por exemplo vestidos de preto feito atores de um teatro kabuki, tendo o dobro do trabalho necessário para que o mago bonitão que estã iluminado no palco pareça mais bonito fazendo o número.
Na sociedade aberta, a mágica rola solta. O encanto e fantasia permeiam as ruas, em contato direto com o povo em geral. Se alguém quiser tentar começar a decorar as palavras mágicas que escuta, pode de repente começar a se tornar um mago ela mesma. E aí a tal mágica pode de repente até parar de sê-la, e a tenologia deixa de ser suficientemente avançada pra essa pessoa, tornando-se mera tecnologia.
Este é outro aspecto improtante da diferença entre o software proprietário e o livre. O software proprietário compete com todos, compete até com o próprio consumidor. Quando você compra o softweare proprietário, você está finalizando um processo onde o produtor está lhe causando um malefício. É basicamente um feitiço do mal, uma praga que lhe é rogada. Porque é do interesse da Sarumansoft que você dependa pra sempre dele. Já o Gandalfix pode não ter a mínia paciência de ouvir os leigos falarem sobre mágica, mas não vê problema em que as crianças brinquem. Não luta pelo monopólio.
***
Pra finalizar, pense no seguinte. Todo mundo que já trabalhou num projeto minimamente complexo sabe que praticaemnte tudo que é feito no mundo é feio como se fazem as leis e lingüiças. Tudo sempre sai meio mal-projetado, feito pela metade, não otimizado, incompleto e capenga, porque sempre existem prazos pra se cumprir, e as metas raramente são claras, coerentes ou mesmo satisfatórias. Às vezes nem satisfatíveis.
Num projeto aberto, geralmente temos entusiastas trabalhando apenas pra fazer o melhor programa possível. Não tem pressões de marketting, não tem requisitos estranhos... Só tem engenheiros felizes criando programas felizes.
Eu só me dei conta dessa questão claramente quando li a Proposta do projeto SWAN. Esses caras estão trabalhando pra fazer um substitudo pro firmware que vem nesses tocadores de MP3 chineses, genéricos... Na verdade a maioria é essa arquitetura chamada s1mp3, duma empresa chamda Actions, e a idéia é explorar essa arquitetura. Abaixo vem um texto tirado do site deles.
When a manufacturer releases a new product, they work with a limited number of staff and to a tight deadline. These limitations in resources are, sadly, reflected in the limitations of the firmware that the manufacturer is able to supply.
With more programmers and unlimited time, a product can always be improved. The s1mp3.org project is set up to achieve just that. Although we all work for free, we are an enthusiastic and organised team with no corporate deadlines to stifle our creativity.
ActionsTM have supplied the world with some incredible technology. The SWAN Firmware will unlock the true power of your ActionsTM based MP3 Player. Think of it as putting finely tuned Formula-1 Engine in your Rolls Royce.
Traduzindo,
Quando um fabricante lança um produto novo, eles trabalham com ua equipe limitada, e com um prazo apertado. Estas limitações de recursos se refletem, infelizmente, nas limitaçoes do firmware que o fabricante é capaz de fornecer.
Commais programadores e com um tempo ilimitado, um produto sempre pode ser melhorado. O projeto s1mp3.org foi formado justamente para isto. Apesar de todos trabalharmos de graça, somos uma equite entusiasmada e organizada sem prazos corporativos para restringir nossa criatividade.
A Actions (tm) forneceu para o mundo uam tecnologia incrível. O Firmware SWAN vai destravar o verdadeiro poder do seu player baseado em Actions. Pense nisso como colocar um motor de Fórmula-1 ajustado nos mínimos detalhes em seu Rolls Royce.
Esse que é o lance!... Esse é o barato. Tudo bem que pra construiur uma pirâmide vc precise ir lá montar toda uma estrutura de poder imperialista e opressora e ainda fazer tudo meio nas coxa. Mas isso não se compara com uma boa obra de arte, certo? O que você prefere pendurar na sua sala, algum pedaço de cortina fabricada em alguma filial gigante de uma mega empresa, um tapete persa feio com mão-de-obra infantil, ou um tapete feito com amor e carinho por uma pessoa que não só se importa com aquilo, com também não foi forçada a fazê-lo para não morrer de fome?
Claro que qualquer pessoa prefere a terceira opção, mesmo que visualmente essas coisas pudessem até parecer iguais (e raramente parecem). Quem não gosta do pequeno produtor local? Do artesão velho e experiente que domina sua arte e trabalha livremente por prazer, senão por capricho?... A diferença é que pra fazer bilhões de cópias de um pedaço de pano desenhado você realmente vai precisar de algum tipo de fábrica ou manufatura tosca. Software não, é só copiar!...
Já pensou se todo mundo pudesse ter um verdadeiro exemplar de algum quadro foda, como um Van Gogh ou Rembrandt em casa?...
Resumindo, qual sistema operacional você prefere ter: um Vermeer
ou um Thomas Kinkade
?
2008/03/21
Porque servem um copo de água junto com o café
Resposta rápida: a idéia é tomar a água antes do café. Mas que eu saiba não é nenhuma gafe terrível tomar em outra ordem, ou mesmo deixar de tomar. Então fique tranqüilo, e curta o seu cafezinho do jeito que melhor lhe convir...
Resposta lenta:
Não tem nada mais legal do que ver as consultas que levam as pessoas às suas páginas!
Alguém caiu no meu conto ali abaixo buscando no google por porque servem um copo de agua junto com o café. O famoso copinho de água mineral, freqüentemente com gás, que começaram a servir a uns poucos anos por aqui nas melhores cafeterias perto de sua casa. Como é um assunto que me fascina (tanto que escrevi um conto que fala sobre isso) lá vai. Tudo o que você queria saber sobre o copinho de água junto do café.
A dúvida maior que geralmente se tem é se é pra beber antes ou depois. Pois bem, a idéia é que se beba antes, pra você “limpar” sua boca e poder apreciar melhor o sabor da bebida. Isso é especialmente importante se você tiver acabado de comer algo, como geralmente é o caso quando se toma café.
Mas é claro que este é um país livre, e se você quiser deixar pra tomar depois, também pode. Eu mesmo deixo sempre um golinho pra depois. Aliás, outra coisa que eu faço é às vezes pedir um docinho junto do café, e ir intercalando da seguinte forma: água, café, doce, água, café, doce...
É, enfim, um “instrumento” para você utilizar em sua experiência degustativa da forma que quiser. Alguns podem até querer impor por aí que é “só” pra isso ou aquilo. São os hitlerzinhos do dia-a-dia. Mas eu vou longe disso, digo que se quiser, por exemplo, misturar um pouco na bebida negra, porque não? Afinal, tem gente que prefere o popular “chafé”, né?... Isso pode servir pra esfriar a bebida também, quando vem muito quente. Ou ainda, por exemplo, você pode ir bebendo a agüinha lentamente enquanto a xícara esfria, se for o caso.
Água é algo básico na vida e na culinária. Tem muitas coisas por aí que podem ser melhor apreciadas com uma boa agüinha. Mas só “colou” com o café, porque fica bonitinho aquele copinho de cachaça do lado da xícara.
É poisé, parece um copo de cachaça, né? Também já achei engraçado a primeira vez que reparei, mas isso “já é tããão semana-passada”!... (pra imitar o Anthony Bourdain) E eu nem sei o que haveria de tão engraçado em se tomar um copinho de cachaça. Tenho uma suspeita de que quem acha isso engraçado são pessoas que consideram cachaça uma bebida não-chique, enquanto café seria algo sofisticado, e do contraste decorreria o efeito humorístico. Tem gente ainda que considera o café uma bebida inofensiva, e o álcool um entorpecente mais sério, e daí surgiria outro contraste.
No dia que eu abrir meu café, vou colocar no cardápio: café com um copinho de cachaça, Cointreau ou Steinhager. Já ouvi falar até em café com vodka, mas estou ainda pra aceitar que tenha mesmo algum valor. Café com Cointreau é inigualável, adoro. E vai vir copinho de água também, dois copinhos, uma xícara, e um docinho. Pra quem quiser achar graça ao invés de beber, vá em frente, sorria. Quanto mais bom-humor melhor pro mundo.
