Impressionado com a caretice expressa neste post do jornalista de rock Rodrigo James. Como não dá pra comentar no blog dele vou botar aqui meu comentário.
Meu, como você é quadrado! Se o Tico tá nos anos 60 você tá onde, nos anos 1920? Brasil colonial?
Não me importo com a música dele, mas essa sua reação é absurda. Ao tentar calar o autor você está dando pra música justamente a legitimidade que, não fosse a sua ação, ela não teria. Se eu ouvisse a música sozinha eu só ia achar boba. Ouvindo críticas ferozes como as suas eu tou achando super legal agora, quero mais que ele "quebre o seu sistema". O "buzz" quem gerou foi você com sua reação exagerada.
A letra é uma bobagem só, coisa de menino de catorze anos de idade. Mas qual é a idade do rock?... É certamente mais pra 14 do que a idade dessa sua postura reacionária, retrógrada. O pior ainda é tratar a música original como algo sagrado, profanado. Você deveria estar ouvindo canto gregoriano ao invés de rock. Volta pro quadrado imóvel do barroco mineiro, cheio de limo, e deixe as pedras rolarem aqui do lado de fora.
2011/05/18
A eternidade do quadrado
2008/08/26
Blues Chic Blues Genre
A cidade de Chicago, Illinois, onde foram filmados The Break-Up, o Homem-Aranho 2 (fingindo ser NYC), e os excelentes filmes Batman Begins e TDK (fingindo ser Gotham City), deve mesmo ser uma cidade de caráter. Não bastasse um estilo próprio de Jazz, descendente do som original de New Orleans (cruzando os States, lá pro sul), há ainda o blues chicagüense, e até mesmo um famoso guia de estilo editorial!... Parece que tudo o que se pode produzir nesse mundo, pode ser feito em "Chicago style". (Ou será que o ponto deveria vir antes das aspas? Hummm...)
Meu repentino interesse nisso tudo vem da minha descoberta do admirável Paul Butterfield, em minha insaciável procura por tudo o que é mais legal neste mundo, e mais especificamente por tudo que se pareça com Canned Heat (a banda, não o produto). Me liguei no Paul por causa desse vídeo maravilhoso no utube, em que ele divide o palco com Stevie Ray Vaughan, B.B. King e Albert King. Notem a infeliz vestimenta do nosso estimado SRV... Loucos tempos aqueles.
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E já que ninguém nunca entende minhas fraquíssimas piadas que tento perpetrar nos títulos de meus textos, aqui vai uma diquinha.
2008/08/19
Galináceo feral
Os meus leitores mais empenhados se lembram de quando escrevi aqui elogiando o disco do Probot, em especial a música com o Lemmy, chamada Shake Your Blood.
Poisé, no refrao ele fala assim "rock out! nah-nah-nah... rock out! nah-nah-nah..." E eu sempre canto "rock! ... With your cock out!... nah nah nah..." a métrica e a rima são perfeitas, né??? E é muito louco!... Muito "Make yourself insane"!... :)
Eu aprendi a expressão através da foto número um da famosa Lista da dez piores fotos de Black Metal de todos os tempos. (Cuidado com esse link, tem fotos muito chocantes... Não é para menores!!! Eu avisei.) Mas desde então vi em outros lugares, como nesta camiseta.
Poisé... Mas não é que o Lemmy pensa como eu??? No disco novo do Mötorhead, recomendado a mim por meu estimado cunhado Fábio_from_Zorch tem uma música chamada "Rock Out", que no final ele canta com gosto: "Rock Out! Rock Out! Rock Out! With your cock out!!" Pô, fiquei emocionado!! Agora não preciso ficar imaginando como seria o Lemmy cantar isso!!
!!!!!!!Valeu Lemmy!!!!!!! :D
Lemmy is god!!!
2008/07/03
Raiva sistemática
Você sabe que tá virando um velho chato porque ainda acha doido demais ouvir uma música que contém o verso:
move into 92
Still in a room without a view
Know your enemy RATM
1992, cara! Isso faz quase 18 anos! Uma vida!... (Talvez meia vida, vai... Uma maioridade! As músicas do Rage atingiram a maioridade.)
As músicas do Rage Against the Machine continuam atuais, como as do Sepultura dos anos 80 tb continuam, falando sobre terrorismo e polítca e sei lá. Mas o número, 92 ficou "passado", claro. O único número nas músicas do Rage que continua atual é o 9.
Said they pack the nine, they fire it at prime time
Bullet in the head RATM
2008/05/16
O que realmente importa
Acho que já escrevi isso aqui algumas vezes, mas é tão importante que é sempre bom reprisar.
We must make boogie music an essential factor in the life of all. In presenting this song to the world, we must then explain and justify our position by formulating a definition of boogie music and setting forth its main principles in such a way that all may understand instantly that their souls, their lives and every relationship with every other human being in every circumstance depends on boogie music and the right comprehension and right application thereof. --- Canned Heat.
Devemos tornar a música boogie um fator essencial na vida de todos. Ao apresentar esta música para o mundo, devemos então explicar e justificar nossa posição na formulação de uma definição da música boogie e postulando seus princípios fundamentais de tal forma que todos possam compreender instantaneamente que suas almas, suas vidas e todo relacionamento com todo outro ser humano em qualquer circunstância depende da música boogie e da compreensão e aplicação corretas desta. --- Canned Heat.
2008/05/09
Dedetizado pelo sistema
Outro dia aprendi duas coisas, e vi uma similaridade, talvez devido apenas à simultaneidade.
Lendo sobre o julgamento de Sócrates, aprendi sobre seu papel de espora/mutuca da sociedade. Parece que a palavra grega tinha ambos sentidos... Mutuca é certamente mais engraçado, e interessante por permitir uma alegoria zoológica: Sócrates é o insetinho inconveniente, pinicando o cavalo ou boi da sociedade. O texto abaixo, da Apologia de Platão (seção 30e?) é que traz esta imagem, e explica a função, senão missão que Sócrates clamava ter.
Pois se vocês me matarem, você não vão facilmente encontrar outro cidadão como eu, ligado a esta cidade -- a comparação pode parecer ridícula -- como a um cavalo poderoso e gentil, um pouco desajeitado devido a seu próprio tamanho, e precisando ser incitado pelo ferrão de uma mutuca; assim me parece ter a divindade me unido, sendo eu assim como sou, a esta cidade, para que eu possa instigar vocês, e persuadir e reprovar cada um de vocês, sem lhes dar sossego em momento ou lugar algum.
(tradução colada de pedaços de outras línguas)
Ao mesmo tempo, ando ouvindo com certa freqüência a Nirvana, principalmente o primeiro disco, Bleach. Pra quem não conhece (botei até link pra wikipédia, este é um post dedicado às novas gerações!), o Kurt Cobain fazia umas letras muito malucas. Na música Negative Creep, ele diz:
This is out of our range (x3)
and grown
This is getting to be (x3)
drone!
I'm a negative creep (x3)
and I'm stoned!
I'm a negative creep (x3)
and Iiiaaaarrrgh! (2x)
Não sei se jamais vou descobrir o que podem significar cada palavra e verso das músicas do Kurt, muito menos se ele queria dizer algo específico nelas. Mas uma coisa podemos saber com certeza: a palavra drone significa, entre outras coisas, um "zangão"!...
O zangão, todos devem saber, é o macho da abelha. Ele não tem ferrão, não faz mel, não constrói nada, não fabrica nada, só passa o dia comendo e dormindo, e eventualmente acasalando com a abelha-rainha.
Não consegui descobrir nenhum uso da palavra como alguma gíria bizarra, parece apenas que é frequentemente utilizado pra especificar um "parasita", uma pessoa numa sociedade que só fica rondando por ali, sem fazer nada de útil, sugando recursos, e eventualmente modificando irreversivelmente o status de meninice de outros indivíduos fêmeas.
Será que podemos atribuir ao Kurt esse papel? Talvez essa música fale sobre isso, ele está talvez falando sobre estar ligado à sua cidade desta forma atribuída por uma divindade.
Estas duas visões destes dois grandes heróis como insetos inconvenientes me lembrou imediatamente da idéia de autopoiese, de Maturana e Varela. É um assunto meio complicado, mas é basicamente um sistema que se encontra num estado tal que ele é capaz de replicar esta própria organização em que ele se encontra para tal.
O conceito começou pra ajudar a pensar sobre sistemas biológicos, mas foi facilmente reaproveitado em diversos outros contextos. Um dos livros que os dois escreveram sobre o assunto foi bem na época que tavam rolando uns movimentos socialistas no Chile (época do Allende), teve uma tal invasão numa universidade lá, em que mudaram altas estruturas de poder. Nesse livro o Maturana escreve umas considerações que ele não pôde ser furtar de fazer, sobre transformações sociais e autopoiese... uma coisa que ele escreve é sobre indivíduos que se desligam da sociedade, no processo de causar uma revolução, e ele fala sobre como este indivíduo elimina suas dependências da sociedade, ea sociedade dele (desligam-se as tais autopoieses lá um do outro).
São insetos inconvenientes, saindo do enxame para espetar o mesmo, agora transformado em massa contínua e disforme do lado de fora.
***
Consegui ainda ver o inseto contestador da sociedade agora numa música do CCR, a segunda do segundo disco: Bootleg, Bayou Country. Provavelmente a música mais nasty do mundo, porque faz uma análise fria da psique humana, insinuando haver algo de inerentemente prazeroso em se violar leis, e ainda que seguindo-as, às vezes até se perde a graça.
Chorus:
Bootleg, bootleg;
Bootleg, howl.
Bootleg, bootleg;
Bootleg, howl.
Take you a glass of water
Make it against the law.
See how good the water tastes
When you can’t have any at all.
Chorus
Findin’ a natural woman,
Like honey to a bee.
But you don’t buzz the flower.
When you know the honey’s free.
Chorus
Suzy maybe give you some cherry pie,
But lord, that ain’t no fun.
Better you grab it when she ain’t lookin’
’cause you know you’d rather have it on the run.
Chorus
Pegue um copo d'água
Torne-o contra a lei.
Veja como fica bom o gosto
quando você não pode ter nem uma gota.
A estrofe de interesse é obviamente apenas a segunda, cuja tradução já se torna impeditivamente ridícula. Mas tem tudo a ver com a geração web 2.0, pq fala em BUZZZZ!...
2008/03/31
Bandas imaginárias
Uma das minhas gedanken-bandas é composta por mim no baixo, o Nix cantando, e mais uma mulher na percussão ( = bateria sem bumbo). Chama-se "Os Desatualizados", e só toca músicas de antes de 1977. O primeiro hit é "She's a Woman".
2008/01/28
Scripts for the Midnight Commander crossjazz DJ thing
Since the public asked for it, here are the scripts I use to load the stuff in my system. (I hope to make a small page to let everything there soon.)
the scripts reside in /usr/local/bin. I write files at /var/local/ to know whether there is already a song playing at each track. The first script just opens xterm with mplayer in it, and after the song is over, erase the signal file at /var/local/
nwerneck@cyberon:~$ cat /usr/local/bin/CJa
#!/bin/bash
(xterm -T CJa -geometry 80x12+10+400 -e mplayer -ao jack:port=inA "$1"; rm /var/local/crossjazzA) &
nwerneck@cyberon:~$ cat /usr/local/bin/CJb
#!/bin/bash
(xterm -T CJb -geometry 80x12+510+400 -e mplayer -ao jack:port=inB "$1"; rm /var/local/crossjazzB) &
Notice that "inA" is the name of the A input ports of my jack / gtkmm application, that I named crossjazz. You can change this for the name of a port in another crossfade program you want... You don't even need a crossfade application, actually, you can happily do a DJ job just playing thing straight to the system output... You don't even need jack!... But of course, it depends on what you want to do... Suit yourself. And also notice that the "geometry" parameter opens the windows at proper (configurable) places.
Next script tests the files and opens the next available track (first tried is A)
nwerneck@cyberon:~$ cat /usr/local/bin/CJ
#!/bin/bash
if ( ! test -e /var/local/crossjazzA ); then
CJa "$1";
touch /var/local/crossjazzA;
else if ( ! test -e /var/local/crossjazzB ); then
CJb "$1";
touch /var/local/crossjazzB;
fi; fi;
Then you must configure Midnight Commander's bindings file to call CJ when trying to open music files, for example:
regex/\.([oO][gG][gG])$
Open=CJ %f
View=%view{ascii} ogginfo %s
regex/\.([mM][pP]3)$
Open=CJ %f
#Open=run-mailcap audio/mpeg:%f
#Open=if [ "$DISPLAY" = "" ]; then mpg123 %f; else (xmms %f &); fi
View=%view{ascii} mpg123 -vtn1 %f 2>&1 | sed -n '/Title:/,/Comment:/p;/^MPEG/,/^Audio/p'
Last thing to configure is VTWM. Here are the important lines:
"F5" = : all : f.warpto "mc*"
"F6" = : all : f.warpto "CJa"
"F7" = : all : f.warpto "CJb"
"F8" = : all : f.warpto "crossjazz"
Where crossjazz is my mixer application. Notice that the xterm windows had to be properly named for this to work.
I'll post the crossfade code some day now!... Stay tuned! :) I'll make a small page for it. I want to make a compressor... The songs have sooo much different volumes! :(
***
Este post é pra publicar os scripts do meu revolucionário sistema de discotecagem baseado no midnight commander!...
