Muito boa a qualidade da webcam do LHC. Entrem lá antes de ler o resto, e apreciem por uns instantes, dá pra ver a cada 5 segundos mais ou menos um dos momentos em que uma rajada de neutrons de carga negativa atinge o bloco de Bórax no centro do aparelho, o que causa umas faíscas roxas.
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Viram que legal?? Muito bom, né? Contribuição de nossa leitora misteriosa, Mme. Z!
Poisé, essa webcam todo mundo pode acessar, tá funcionando bem. Mas lembra quando rolou lá a inauguração do LHC? Eu fiz a maior propaganda, fiquei acordado até tarde... E pra nada! Foi triste. O servidor deles parece que só conseguiu transmitir o tal webcast para um número bastante reduzido de máquinas, e quem não sentou na cadeirinha na hora certa, dançou. Pelo menos eu pude acompanhar pela BBC...
A ironia de tudo é que algo que se fala muito sobre o CERN é ele ter sido o berço da "WWW", esse conjunto específico de protocolos, paradigmas e programas utilizados que formam os serviços que muitos eludem-se ao acreditar que constituem o todo e o fim último da Internet.
Eu fico triste ao constatar que o CERN deu uma aceleração Lorentziana na WWW e ajudou a espalhar a Internet por todo o lado, mas anos depois disto, num momento em que os olhos do mundo se concentraram sobre a instituição, eles promovem um evento na Internet que serviu mais foi pra mostrar como a ferramenta está aquém de nossas necessidades. (ferrmenta - Internet, e não o LHC! :) )
Não conseguiram montar um servidor de vídeo violento, nem rolou mirror, nada... A solução era o que? Multicast né, gente. É usar de fato tecnologias já pesquisadas pra resolver essas coisas, montar uma rede mais flexível, e finalmente implementar por aí o IPv6 e outras milongas mais.
Ou talvez nem isso, não tem uns sites por aí que retransmitem seu vídeo?? Porque ninguém botou o trem lá? Mesmo que tivesse tb, creio que eu teria tido dificuldades pra achar...
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Tudo bem que a pesquisa deles é outra história correndo em paralelo, e o tal nascimento da WWW que teria ocorrido lá não é algo tão deslumbrante assim. Mas dá pra ter uma impressão de que a WWW saiu do CERN nos anos 90, deu meia volta, e mordeu o calcanhar dos próprios naquele dia. Eles criaram lá esse monstrinho cheio de interfaces que me dão raiva, e que até onde eu sei não concretiza as visões de caras como Douglas Engelbart ou Ted Nelson, e demonstraram naquele dia uma fraqueza da ferramenta. Não rolou!! Sei lá as razões, não rolou, fiquei tristinho. O ciclo histórico se completou, mas não pude acompanhar pela internet enquanto o ciclo de partículas ia se fechando dentro do aparelho.
(Mas façamos justiça ao fato de que pelo menos não precisava de Fresh pra abrir o stream).
Estamos vendo a tal web 2.0 surgir, mas por baixo ela continua mais ou menos a mesma. Muita mudança plástica, nem tanta mudança estrutural. Muitas ferramentas sendo desperdiçadas, seja por interesses de monopolização, seja por pura ignorância ou preguiça.
Quem sabe o incremento de força no CERN não seja o prenúncio agora de uma nova etapa na história da Internet?... Tem muita coisa pra acontecer. Eles estão até envolvidos já com o problema de distribuir o processamento dos dados que vão coletar. Tomara que nasça desses desafios tecnológicos o que vai ser de verdade uma "nova" web.
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Não posso terminar sem antes notar outra forma como a web teria agora retornado de forma meio negativa ao CERN, fechando um ciclo numa rebelião anti-progenitora. Quem falou melhor sobre isto foi o John Ellis, que nesta palestra muito boa (e extensa) mostra aproximadamente aos 40 minutos como que a web foi/está sendo utilizada pra espalhar FUD e desinformação sobre o LHC, e até mesmo desvairadas mensagens ameaçadoras carregadas de ódio.
É outra renovação que tem que ocorrer na Internet. Um terceiro tipo de "web 2.0". Além das ferramentas fundamentais e do jeitão dos sites, o conteúdo tem muito pra ser melhorado. Os usuários precisam amadurecer. O mundo precisa amadurecer, virar 2.0. Ouçam meu apelo, pessoas 1.0. Apelo ao qual acredito que se juntariam a mim esses dignatários todos que citei anteriormente, e outras pessoas de bom-senso como os estimados leitores deste humilde blargh. O apelo é: "Vê se cresce!!"
2008/09/18
Fechando o círculo de fogo na Suíça
2008/09/12
Who doesn't risk, doesn't...
Faz algum tempo que estou querendo começar um projeto para coletar pequenas palavras e expressões da língua portuguesa que são difíceis de se traduzir; em especial que sejam difíceis de traduzir para o Inglês.
Ouço muito amigos meus falando que consideram o português mais "pobre" do que o inglês, que acham o inglês muito melhor para expressas várias coisas, que é uma língua muito mais rica...
Minha teoria é que todas línguas tem suas peculiaridades exclusivas. A idéia do glingolês ser "melhor" que a nossa língua seria apenas uma impressão derivada do seguinte fato: Quase nenhum conhecedor de português faz traduções para o inglês. Primeiro porque isso é raro, em geral há interesse apenas em traduções no sentido inverso. Segundo que muitas vezes os lusófonos que precisam publicar no idioma da rainha da Inglaterra acabam é produzindo o conteúdo direto neste, ao invés de trabalhar livremente com sua linguagem materna, para então se colocar a traduzir. Se nós, bons conhecedores do bom português, nos empenhássemos mais freqüentemente em fazer este processo, descobriríamos que existe um grande número de "riquezas" de nossa língua que ficam além da expressividade do Tio Sam, e isso do mesmo jeito como às vezes fica aquém...
Hoje começamos com "arriscar"!
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Como traduzir "arriscar" para o inglês?
"Risco" não tem problema. Aliás, tem se for um risco tipo "riscado", porque um risco em um carro, por exemplo, é quase sempre "scratch", que é mais especificamente um "arranhão", e no caso de traços de lápis e caneta usamos "line" que traduzimos sempre direto pra "linha", senão "rabisco"... Mas enfim.
"Risco" de "arriscado" (e não de "A"-riscado como na famosa piada intradutível) é simplesmente "risk". Uma coisa "arriscada" é "risky", até aí tudo bem. O risco de cair da corda-bamba, é "the risk of falling from the slackwire". "Atividade arriscada" ou "de risco" é "risky activity" (que traz uma atroz aliteração e por isso o pessoal fica mais é no "risky business", ou no esquizitado "risk activity", em que a pobre palavra passou por um processo de esquizitação pra virar um adjetivo.)
Mas e quanto ao verbo "arriscar"? Em inglês existe sim o "to risk" (aliás, vamos aproveitar pra malhar esse negócio do infinitivo ter esse prefixo "to ..."). Mas o "to risk" é meio estritamente arriscar uma coisa que você vai perder. "Risk your money", "risk your arm". Em geral a gente até fala mais é "colocar seu dinheiro em risco" nesses casos. E em inglês tem "expose to risk", né?
Acontece que "arriscar" em português pode ter um sentido um pouco diferente, que é o de arriscar fazer algo. "Arriscar fazer uma curva fechada", "Arriscar uma troca na Porta dos Desesperados do Sérgio Mallandro". Às vezes, no coloquial, ainda esquizitifica-se toda a frase, e fica: "arriscar _de_ fazer uma curva...". Isso deve vir da expressão "o risco de fazer uma curva". "Arriscar de fazer uma curva" deve ser uma verbalização dela...
O "arrisca" aqui diz respeito é à ação que você vai fazer, e não à entidade colocada em risco. Existe até o poético "vou arriscar um soneto com estas palavras", por exemplo... O que está em risco é sua reputação como poeta --- ao menos de sonetos --- mas você "arriscou" foi a composição.
Acho que o mais parecido em inglês seria o "take a chance". Uma expressão bastante comum, aliás, pronunciada quase como uma palavra: "I'll teikatchens at the roulette." Mas ainda é diferente. Não dá pra traduzir direito... Quer dizer, você sempre pode arriscar de fazer uma tradução meio ousada.
2008/09/10
Se ligando no LHC
Muitos dos meus leitores vão provavelmente gostar de saber que hoje começa a fase mais "excitante" da ativação do LHC: um feixe de prótons vai circular lá, de forma contínua (mas baixa potência ainda).
O CERN montou um webcast que vai se iniciar em breve, às 4:00 aqui no Brasil, e vai durar até as 13:00. Vc pode acessar tudo em http://webcast.cern.ch/index.html
Não me digam que estou avisando em cima da hora, porque sei que meus leitores são pessoas normais, e estão agora, às 3:00, justamente procurando saber se tem algo bacana pra ver na Internet daqui a uma hora!... :D
Dá pra abrindo direto no mplayer tb:
mms://wmsuds.cern.ch/webcast
Acho que a rádio BBC 4 tb vai estar transmitindo.
O webcast vai ter palestras, vídeos pré-gravados, e entrevistas... Não sei se vai ter alguma filmagem emocionante tipo lançamento de foguete, mas vai ser uma festa...
Aproveitem e confiram também o rap do LHC! (obrigado, Rafael!)
2008/09/06
Olho de Aquiles
O principal ponto fraco do ser humano são os olhos. Não digo figurativamente assim não, tipo, que os olhos enganam, imagens são traiçoeiras, "beauty killed the beast", etc. Eu falo muito desses assuntos, mas estou falando literalmente!
Outro dia estava vendo Desaventuras em Série, e uma das coisas que a super-cuidadosa personagem da Meryl Streep fala é pra tomarem cuidado com a maçaneta de vidro, porque ela pode explodir em mil pedacinhos, e um deles pode te acertar o olho. Ontem tava vendo Sid e Nancy --- muito bom filme, aliás --- e no começo rola um esquema que tá todo mundo deitado, alguém joga algo e um dos cara reclama que poderia ter acertado o olho. Aquele monte de punk podrão cheio de piercing, fazendo skin-carving, e tal, mas mesmo assim os caras tavam ali (no filme, ao menos) neurados em ter um acidente ocular.
Tem alvo mais exemplar na chamada "luta suja" do que o olho? Dedo no olho é a epítome da luta suja. Uma tática famosa dos desesperados em combate, é pegar areia ou terra do chão, e jogar na cara do oponente. Isso aliás, eu vi noutro filme outro dia, o Wild Hogs.
Não é só que o olho é o ponto mais fraco do corpo, e de maior relação estrago / potência do golpe. (i.e., tem um efeito muito trágico (i.e. cegueira) pra uma ação relativamente simples. Qualquer desmembramento é muito mais difícil.) Além disso, é tudo muito desproporcional com relação ao resto do corpo.
Quantas situações você já ponderou pra decidir se era ou não perigoso se expor a ela, e o primeiro e muitas vezes único risco que você conseguiu encontrar para deixar de encarar o desafio foi que "tal coisa pode pegar no olho"?...
Não tem soco na costela, quebra de pescoço, bater cabeça em quina, cair de bunda, torcer o pé, chute no saco e quebrar o nariz que se compare a uma estocada no olho.
Não fosse nossa fragilidade ocular, as pessoas teriam mais dificuldade em racionalizar o medo instintivo que muitas vezes lhes impede de tentar enfrentar situações adversas. Porque o medo de machucar os olhos é a primeira e geralmente única coisa que conseguimos levantar para justificar nossos temores. O mundo poderia ser muito diferente!
2008/09/02
Cromo gúglico
Entrei no site do google chrome, já prevendo a inexistência de uma versão pra Linux, e bolando o e-mail desaforado que ia escrever pra eles, que seria basicamente:
There is no Linux Version??
I hate you!
Fuck off and die.
Quando entrei, entretanto, notei uma preocupação com isso. Um detalhe imbecil que pode passar desapercebido a muitos... Na primeira página tem falando: "Google Chrome (BETA) para W*n*o*s". (palavrão obscurecido por mim) Ora, se está especificando, ao invés de simplesmente escreito "baixe aqui..." como se não existissem alternativas àquele canhesto sistema operacional, então é porque alguém está se preocupando com outras versões, muito provavelmente uma pra Linux.
Sondando mais a página, me chamou a atenção um botãozão azul, "saiba mais", e escrito um texto que nem li: "sobre o desenvolvimento em software livre (em inglês)." Cliquei e caí numa página assim:
Google Chrome para Linux
O Google Chrome para Linux está em desenvolvimento e uma equipe de engenheiros está se esforçando ao máximo para fornecê-lo a você o mais rápido possível.
Insira o seu endereço de e-mail abaixo para que possamos informar você sobre o lançamento do produto.
Eu pergunto: Tá todo mundo caindo nessa página, ou eles tão me transportando lá porque tem um banco de dados mágico que sabe que eu uso Linux?... Ou talvez simplesmente leram os dados que meu browser manda?... Será que algum leitor de nosso blog usuário do sistema operacional alternativo (se há algum que seja) poderia testar pra nós, se eles tão caindo lá tb?
EDIT: Nosso estimado leitor K-Max confirmou nossas suspeitas, e nós reconfirmamos. Eles realmente lêem o user-agent, e oferecem pros usuários de Linux essa página pedindo desculpas aí.
Achei bizarro substituírem o link de download... Quer dizer que eles não querem que tentemos rodar o chrome dentro do wine, por exemplo? :) (A propósito, que user-agent o pessoal usa no Explorer dentro do wine? %) )
Pra quem quiser experimentar por si mesmo, existe um add-on do firefox que te permite alterar seu user-agent facilmente.
E pra quem nem sabe do que se trata... É uma string que seu browser, um espião delator sujo, envia pros servidores de http tagarelando qual é o seu browser e seu sistema operacional e a cor da sua calcinha. Páginas podres que dependem da plataforma do usuário muitas vezes usam essa informação pra modificar o conteúdo, freqüentemente apenas barrando quem não seja usuário de IE ou de Netscape, e de w1mgows. Aí é so vc pegar tipo esse add-on aí, botar lá a string dum desses browsers alternativos, e mandar brasa.
Alterar o user-agent é freqüentemente necessário quando vc quer usar o wget pra leechar páginas. É uma forma de tentar filtrar sanguessugas digitais, verificar se é um browser ou se é o wget... Aí vc bota lá a string mandando dizer que vc usa um browser recomendado pelo Bihl Gades, e o servidor responde "aaah bom, então tá, pode passar! Pegue todos estes arquivos jpeg de alta resolução sem grilo!"
2008/09/01
Morte digital
Eu ainda vou morrer de ataque cardíaco por causa do enorme stress que sofro com cada progrmainha mal-feito que sou obrigado a usar na minha vida.
Acabei de entrar aqui no site da TIM. É impossível entrar no site direto usando mozilla. Estou usando um mozilla bonitinho, com flahs oficial isntalado, mas não sei porque cargas d'água, o site simplesment enão entra. Pior, fica mostranod um desenho ridículo com robozinhos imbecis, e com um quadrado branco enorme tampando a figura, em cima de uma região qu eprovavelmente deveria conter um painel.
Usualmente eu supero isso usando um link secreto que eu tinha anotado, mas está n aminha outra máquina que está na oficina.
Hoje descobri que se eu selecionar "Pernambuco" ao invés de "São Paulo", ele acaba entrando!! O que me dizem disso? Coisa de hacker. Estou pensanod em me mudar pra Pernambuco, porque os sites de Internet feitos pra lá funcionam, ao contrário dos de sampa.
No final das contas não adiantou nada entra rno site da TIM, como sempre, porque tudo que eu requisito simplesmente não funciona. Eles enviam "números de protocolo" pro meu celular automaticametne super bem-feito e sem problema, mas o que eu preciso saber, não dá pra requisitar na Internet.
Acabei, como sempre, recorrendo ao telefone, e tenho que dar o braço a torcer: pedi que enviassem os números das cotnas a mim por sms, e deu certo!... Milagre. Mas antes disso passei alguns minutos torturantes em que a tendendo alterou erroneamente o endereço de uma linha que não me pertence mais.
Mas verdade seja dita, desde que a TIM mudou o atendimento da Bahia pro Rio de Janeiro, ficou MUITO melhor. Lamento informar o pesadelo da realidade aos leitores bahianos, tenho certeza que se fossem eles (meus leitores) trabalhando lá o atendimento estaria ótimo. Mais ainda, estaria todo automatizado, sem necessidade de intervenções humanas e sem números de protocolo.
Enfim. Fui então entrar no site do meu banco. E pra isso eu digitei o endereço na barrinha de endereço do Mozilla... E meu deus, como essa barrinha me tira do sério. Que porcaria. Ela tem uma funcionalidade que admiro muito: conforme vc vai digitando, ela tenta encontrar sites que batem no histórico, e vai listando numa combo box em baixo. É ótimo, vc digita alguns caracteres, e já aprece a página que você quer, vc só dá "pra baixo" e enter. É quase que nem um tab completion.
Só que não funciona sempre. Só às vezes. Por algum ominoso motivo ignoto, às vezes eu vou digitando "gmail..." e não aparece nada. Às vezes aparece. Isso vai modulando meu humor ao longo do dia. Se aparece fico feliz, se nõ aparece fico puto, fica aopertando a setinha, depois apertando mdu mouse pra lá e pra cá sem descobrir o que diabos fazer pra funcionar sempre que eu quiser.
Porcaria de programa. Esse tipo de comportamento imprevisível é indesculpável. Ess e'o maior mal das interfaces gráficas... São enormes esfinges caóticas, que não sabem elas mesmas as respostas para seus enigmas.
Aí beleza, entro no site, peço uma lanc elá, que tme que imprimir, e o mozilla diligentemente bloqueia o pop-up, e apareec aquela barrinha em cima "apareec lentamente faszendo scrollll minhocoso nojento travando, ficando transparente, etc. Não entendo como alguém ache isso agradável. mas enfim) aí aparece a tal barrinha amarela, que antigamente vc apertava na prórpia barirnha, e já abri ao menu. Hoje nõa mais, hoje,t em que apertar o botão na direitoa. Oh well.
Aí você aperta o botão e tem as opções "inserir o site tal na lista / editar lista / bloquear esse site". OK, legal. aí eu permito, e o que acontece?... O firefox NÃO ABRE o popup que er apra abrir. Você tme que ir de novo na porcaria do site, e apretar todos botõeszinhos coloridos de novo até finalmente mandar abrir de novo o popup, e pronto...
Isso não é problema se vc puder simplesmente dar reload, ou se pode ir pra trás e pra frente. Mas em site de banco, que é cheio das pseudo-seguranças picaretas, é tudo difícil de navegar. Qualquer coisinha ele cancela as operações, etc. Então tudo se perde, e eventualmente você tem que LOGAR DE NOVO na sua conta, o que envolve coisas chatas como usar auquele ridículos "teclados java" como o do Banco do Brasil.
Tudo porque a porcaria do mozilla não pode abrir o tal popup que el bloqueou, e que sabe perfeitamente qual é o endereço. Deve tar enfiado no cache dele em algum lugar, mas o puto não abre!!!...
Sei lá se tem algum ícone escondido em algum lugar que ativa isso. Eu quero que aquela opção ali do menu já abra o que ele bloqueo, pô!!!... Que coisa estúpida. É um verdadeiro no-brainer.
Enquanto isso eles ficam preocupados em escolher a melhor corzinha de amarelo piu-piu pra colcoar nesse scrollzinho, ficam decidindo amelhor velocidade com que ele tem que "abaixar" lá do topo da página, tem que resolver o problema de que todo co conteúdo da janela tem que abaixar também...
É ridículo, é muitos homem-hora gastos com estupidez, com coisa que não tem a menor importância. Contando o homem-hora que gasto todo dia passando raiva com todo esse tipo de besteirinha.
Aí entro no blogger pra falar mal de tudo e todos, e tenho sempre que logar d enovo, porque nõa sei porque cargas d'água ele simplesmente é incapaz de manter minha sessão aberta depois que fecho a janela.
É dureza.
Cruzando a janela
Hoje fiz um negócio legal que meus melhores leitores vão saber apreciar!
No meu último trabalho de uma disciplina aqui na Poli (que vou botar no meu site mais cedo ou mais tarde), tínhamos que fazer um par de programas pra rodar no console mesmo (algo que qualquer um tem que concordar comigo que é absolutamente alien no mundo wirdnws desde o XP, senão o 95). Um programa apenas abre um vídeo de entrada e insere uma marca d'água. O outro detecta ela no vídeo gerado.
Fiz tudo usando a FFmpeg. Terminei os programas, funcionou tudo legal. Mas tinha um probleminha: meu professor parece que não usa muito Linux, e queria códigos fonte de quem usou outros esquemas pra programar...
Como o FFmpeg é uma biblioteca pequena, relativamente independente de outra coisas (bem como o programa que eu fiz) então tinha boa chance de que eu conseguisse compilar tudo no widlows sem mudar o código... Mas eu fiz até melhor (agora vem a coisa legal). Resolvi tentar fazer uma compilação cruzada! Gerar o binário pra ele usar na plataforma estranha que ele usa, mas sem eu precisar instalar aquele sistema operacional bizarro nas minhas máquinas: compilar pro uíndious direto do meu Linux!...
Como fazer? Não tem mistério, é só pegar o Mingw32, o que no Debian é apenas questão de dar um apt-get. Aí pega o código fonte do ffmpeg (lá no SVN...), e dá o configure certo, algo como
./configure --disable-ffplay --disable-ffserver --enable-gpl --enable-cross-compile --enable-memalign-hack --target-os=windows --prefix=/usr/local/ffmpeg-mingw32 --cross-prefix=i586-mingw32msvc-
Na hora que vc der o make, ele deve chamar o mingw32 lá pra tudo, e pronto, vc vai instalar as bibliotecas do ffmpeg na versão da plataforma alien num diretório lá num /usr/local da vida. Aí é só compilar o seu programa com o mingw32 tb, e dar os -I e -L certos da vida. No meu caso tive uma dificuldade só lá, deu uns erros assim quando fui compilar:
/usr/local/ffmpeg-mingw32/lib//libavformat.a(rtsp.o): In function `udp_read_packet':
/home/nwerneck/src/ffmpeg/ffmpeg/libavformat/rtsp.c:1251: undefined reference to `_select@20'
/home/nwerneck/src/ffmpeg/ffmpeg/libavformat/rtsp.c:1256: undefined reference to `___WSAFDIsSet@8'
(...)
Mas era só mandar linkar tb uma tal -lw2_32. E aí pronto, gerei as versões binárias pro meu professor rodar meu trabalho na arquitetura estranha que ele usa!... Ah, mas não acabou ainda gente. Tem um detalhe muuuito importante que não pode esquecer. Nesse sistema operacional bizarro existe uma coisa que não pode ser omitida. Algo que é até intuitivo, como tudo que a micoshoft faz, não sei como esqueci de fazer isso.
Seu programa executável nesse tal sistema PRECISA ser um arquivo que o nome termine com a string ".exe". Por exemplo, meu programa chamava "insere", aí tem que mudar o nome pra "insere.exe", por exemplo. Se você não fizer isso o programa SIMPLESMENTE NÃO FUNCIONA. O sistema vai dizer que ele "não soube detectar o formato do programa" uma mensagem de erro super trágica assim.
É só isso, se vc se lembrar de mudar o nome, deve dar tudo certo. Sugere-se tb que o nome não tenha mais de 14 caracteres, contando com a extensão, ou seja, 8 de nome + '.' + 3 de extensão. Não sei porque isso... Vai saber o que esse povo inventa nesses sistema propriatas.
Ah, eu compilei o programa com ligação estática tb, pra ter certeza de que tudo ia funcionar... Isso parece tb que é algo bem comum pra quem trabalha nesse outro sistema aí, então não foi feio.
***
DIGRESSÃO:
A propósito, aprendi algo sobre a FFmpeg muito legal, é a primeira biblioteca que eu vejo que simplesmente abandonou a idéia de fazer "releases", eles mandam você pegar direto o SVN e pronto.
FFmpeg has always been a very experimental and developer-driven project. It is a key component in many multimedia projects and has new features added constantly. New, official "releases" are few and far between. In short, if you want to work with FFmpeg, you are advised to go along with SVN development rather than relying on formal releases. SVN snapshots work really well 99% of the time so people are not afraid to use them.
Traduzindo pra ser legal:
FFmpeg sempre foi um projeto muito experimental, e conduzido pelos desenvolvedores. Ela é um componente chave em muitos projetos de multimídia e tem novidades adicionadas contantemente. Lançamentos oficiais novos são poucos e distantes um do outro. Resumindo, se você quiser trabalhar com a FFmpeg, é aconselhável que você siga o desenvolvimento no SVN ao invés de contar com lançamentos formais. Snapshots do SVN funcionam muito bem 99% do tempo, então as pessoa snão tem medo de utilizá-los.
Isso é muito bacana, por faz algum tempo que o desenvolvimento de software livre vinha desafiando essa visão do mundo dos propriatas (praticante da propriataria de software) de que software é desenvolvido num beco escuro na Zona Fantasma por engenheiros ignotos Lovecraftianos, e empacotados quando eles ficam "prontos".
(Engenheiros na zona fantasma)
Ora, os melhores softwares nunca ficam prontos... Eles estão em constante desenvolvimento e novas características vão sendo incorporadas aos poucos. Essa é a realidade da coisa. Encarar tudo como uma escultura, ou construção de uma casa, é um absurdo. (Aliás, quem já fez uma escultura ou saca, sabe que elas nunca ficam realmente prontas tb... É tudo igual, a diferença é que é tão fácil reformar um programa de computador, que fica mais fácil sucumbir à tentação de dar mais e mais umas mexidinhas...)
Os propriatas de software precisam fazer isso pra ganhar dinheiro, e pra fazer marketing, pra vender aquela ilusão do "software garantido", "com a qualidaaaade do fulano". No mundo livre isso não existe. O que existe é a percepção da realidade que software seguro, é o software velho. Ou você escolhe usar um velho que é comprovado mas menos estribado, ou você vive no avant garde, mas se arriscando a tomar uma cacetada de vez em quando. É por isso que vários projetos criam a idéia do "pacote estável" e o "pacote em testes", e ainda a "distribuição de desenvolviemnto", que é o código no SVN do servidor central onde se gerencia o projeto... No Debian isso é bem claro, existem as diferentes fontes de pacotes em que você pode tentar manter o seu sistema (eventulamente você sempre resolve que precisa de um certo pacote do unstable, ou precisa votlar pra uma certa versão antiga de algum outro pacote...)
O FFmpeg aí jogou no lixo isso tudo. É pegar do svn e pronto!... Você consegue imaginar algo parecido sendo feito por propriatas?? Algo como cobrar uma mensalidade pra você acessar lá a versão SVN do Altokod, ou do C0rreu dal? Duvido que rolasse.
O que os propriatas fazem é manter a versão de desenvolvimento deles em segredo, bem escondida na Zona Fantasma (wikipédia se vc ainda não sabe do que se trata). Aí dá essa ilusão de que "não interessa" aos usuários mundanos. No mundo livre todas versões de tudo tão sempre à disposição. Aí o que acontece? As pessoas vivem angustiadas por se depararem com o comprometimento entre o novo e o seguro... Aí eu pergunto, você realmente prefere viver na alienação?... Ignorance is bliss??...
2008/08/29
Morte Magnética
Todo mundo se ligando aí no disco novo do Metallica hein!...
Eu te digo porque vai ser legal. Porque é o primeiro desde a "saída" do Cliff a ter um baixista que presta. Nada muito contra o Justice Forró não, e talvez o black album, mas convenhamos que nenhum dos dois é "aqueeeela coisa". O Master é aquela-coisa.
Vamos ver.
EDIT: Copiando umas informações muito boas tiradas do comentário ali:
O St. Anger foi feito bem durante as briguinhas com o Newsted, e eles começaram a procurar um novo baixista imediatamente depois.
http://en.wikipedia.org/wiki/Saint_Anger
"""
Uncomfortable with the idea of bringing in an immediate replacement for Newsted, the band opted to have producer Bob Rock play bass guitar for the recording of the album, with plans to find a fulltime bass player upon the record's completion.
"""
Bob Rock, aliás, que vem produzindo o Metallica desde o Black Album, e foi substituído agora pelo Rick Rubin
http://en.wikipedia.org/wiki/Rick_Rubin
que produziu (além das Dixie Chicks ( :D ), SoaD e Slayer) o Unchained do Johnny Cash (1997), e foi quem sugeriu a ele gravar o Hurt do NIN (2002)!!!... :o Taí mais um excelente motivo pra ter grandes expectativas!
Círculo virtuoso
http://oglobo.globo.com/sp/mat/2008/08/29/temperatura_despenca_13_graus_na_capital_em_duas_horas-548004899.asp
A chegada da frente fria fez muita gente parar no centro de São Paulo para olhar para o céu. Por volta das 12h, um círculo colorido, chamado de halo solar, pôde ser visto ao redor do sol. A meteorologista Fabiana Weykamp, da Climatempo, explica que o fenômeno não é raro, mas precisa de condições bastante específicas para ocorrer.
(...)
Fabiana conta ainda que diversas pessoas ligaram ou mandaram e-mails para a Climatempo, buscando explicações para o fenômeno.
- Tinha muita gente com medo, querendo saber se era algum tipo de presságio de algo ruim. Mas não é nada disso. O halo solar é apenas um fenômeno óptico, como o arco-íris - afirma a meteorologista(...).
"Alô? É da Climatempo? Oi, é que pousou uma coruja preta na minha cabeça, segurando uma lagartixa morta na pata esquerda. Isso por acaso não é algum presságio? É mau-agouro?"
"Ah, não se preocupe, senhor. Estas são todas atitudes cientificamente explicáveis dos bichos da natureza. Este fenômeno não é raro, mas precisa de condições muito específicas para ocorrer."
"Ufa, que alívio! Tinha a nítida impressão de ser algo raro já que nunca havia visto ou ouvido falar de algo assim na minha vida. Agora estou bem mais tranqüilo, sabendo também que trata-se de um fenômeno mundano da natureza, que não desafia as mais fundamentais caracterśticas constitutivas do universo, e ainda é desprovido de significado e de possibilidade de interpretação. Vou seguir agora com minha vida usual, a mesmice maçante de sempre, da qual me retirei por um equívoco indesculpável, um lapso em que cri momentaneamente que neste mundo algo poderia ser digno de nota. Obrigado, tchau!"
"Eu compreendo. Certo. Você tomou suas pílulas hoje, 1138?"
***
ADENDUM:
Minha raiva ao ler essa reportagem vem de uma porção de motivozinhos. enumero a seguir alguns deles:
1_ O principal é o seguinte. Eles realmente querem que eu acredite que uma pessoa que tenha acreditado que o fenômeno pudesse ser alguma forma de "presságio", "mau-agouro" ou outras coisas supersticiosas teria o discernimento e sangue frio pra ligar pra CLIMATEMPO pra pedir esclarecimento?
Se uma pessoa ligou pra CLIMATEMPO pra perguntar alguma coisa, é porque ela definitivamente tem uma boa idéia de que a pergunta dela se relaciona a fenômenos meteorológicos. Que pessoa é essa que viu aquela coisa no céu, imaginou "ah, deve ser um fenômeno meteorológico", e aí ligou pra climatempo não perguntando que fenômeno seria, mas sim perguntando "ô moço, isso será que é boi-tatá???"
Quem acha que é "presságio" vai procurar ou um centro de macumba, ou alguma fonte de informação mais geral (tipo a própria redação de um jornal), não especificamente o Climatempo, né?!?!?! Sinto muito, não. Não houveram vários telefonemas para a Climatempo perguntando se aquilo era o primeiro selo do apocalipse.
2_ Que absurdo é esse de falar que "não é raro" e que "depende de condições específicas"?... Primeiro que é óbvio que é raro, se não fosse raro não seria notícia. É raro sim. ao menos em São Paulo.
Quanto às "condições específicas" bom, e de que forma algum fenômeno tipo esse poderia depender de "condições gerais"?... Se dependesse só do Sol tar no céu a gente via todo dia, né? Que palavreado mais pomposo e desnecessário.
O que a moça quis dizer é que observar esse fenômeno é como ter um filho com olho azul. Isso depende de um certo gene específico, ou seja, não é muito algo que pode ocorrer "ao acaso". Mas não é raro porque, uma vez que a tal "condição específica" seja atendida, ele ocorre, de maneira determinista. Vide população nórdica onde olho azul não é nada raro.
Existe nisso tudo uma grande confusão entre física e probabilidade, entre a "teoria" e a "prática". Esse tipo de confusão epistemológica me fascina, porque revela verdades sobre nossos sistemas cognitivos.
Resumindo: "específico" não é sinônimo de "raro"... De jeito nenhum. Pense nisso, pq tou cansado pra escrever mais. :P
3_ Me dá raiva essa idéia da ciência combatendo a superstição. As pessoas gostam de tratar a ciência como "o oposto da crendice popular e das religiões incivilizadas". O dever do cientista não é (e.g.) privar americanos nativos de sua cultura não, gente.
As pessoas tem a vida delas, elas vêem coisas, elas criam idéias, criam teorias da conspiração, criam interpretações... Isso é assim mesmo. Tem que ser assim. Assim que é viver.
Eu admiro muito mais um caipirão no meio do mato que olha prum halo solar e se caga de medo, e supõe ser alguma forma de bruxaria daquela velha suspeita que mora no alto do morro, do que um citadino janota que vê com dificuldade o mesmo fenômeno através do céu esfumaçado da metrópole, e não tem nenhuma reação. Pisca o olho e diz "isto é apenas um fenômeno da natureza."
Saber que algo que você está vendo "é um fenômeno da natureza" não diz absolutamente nada. Tudo são fenômenos da natureza, oras. Porque é que essas pessoas encontram conforto nesse tipo de afirmação??? A pergunta é meramente retórica, pois respondo: é porque elas simplesmente trocaram a velha religião pela ciência. A postura imatura, passiva e alienada permanece.
2008/08/26
Blues Chic Blues Genre
A cidade de Chicago, Illinois, onde foram filmados The Break-Up, o Homem-Aranho 2 (fingindo ser NYC), e os excelentes filmes Batman Begins e TDK (fingindo ser Gotham City), deve mesmo ser uma cidade de caráter. Não bastasse um estilo próprio de Jazz, descendente do som original de New Orleans (cruzando os States, lá pro sul), há ainda o blues chicagüense, e até mesmo um famoso guia de estilo editorial!... Parece que tudo o que se pode produzir nesse mundo, pode ser feito em "Chicago style". (Ou será que o ponto deveria vir antes das aspas? Hummm...)
Meu repentino interesse nisso tudo vem da minha descoberta do admirável Paul Butterfield, em minha insaciável procura por tudo o que é mais legal neste mundo, e mais especificamente por tudo que se pareça com Canned Heat (a banda, não o produto). Me liguei no Paul por causa desse vídeo maravilhoso no utube, em que ele divide o palco com Stevie Ray Vaughan, B.B. King e Albert King. Notem a infeliz vestimenta do nosso estimado SRV... Loucos tempos aqueles.
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E já que ninguém nunca entende minhas fraquíssimas piadas que tento perpetrar nos títulos de meus textos, aqui vai uma diquinha.
